Angela Natel – Olhando nos olhos de uma missionária

Olá irmãos!

Conheçam a missionária Ângela. Vale a pena! 

Se disponham a orar por ela. Façam contato e contribuam com seu ministério!

 

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Olhando nos olhos de uma missionária

Meu nome é Angela Natel, nasci em 16 de fevereiro de 1979 e sou brasileira, de Curitiba-PR. Aos 12 anos de idade entreguei minha vida a Cristo, confessando-o como meu Senhor.

No convívio com a Igreja local, acabei me envolvendo no trabalho como professora de escola dominical e, aos 14 anos de idade, participei de um acampamento de adolescentes promovido pela JOCUM (Jovens Com Uma Missão).

Naquelas férias Deus mudou os meus planos de vida. Durante aquela semana fui confrontada pela primeira vez com a necessidade de obreiros para o campo missionário.

O acampamento era de Segunda a Sábado e, no último dia, pela manhã, busquei de Deus, pela primeira vez na minha vida, uma orientação quanto ao que Ele queria que eu fizesse. Como resposta, meditei no texto de Atos 22:21. A palavra ministrada naquele dia foi a de Atos 20:24:

“Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus.”(NVI)

Depois uma missionária da JOCUM testemunhou sobre seu ministério em África, mostrando fotos e contando situações que faziam queimar meu coração. Não pude explicar muita coisa na época, só tive a certeza de que essa era a vontade de Deus para a minha vida: viver para testemunhar do evangelho de Sua graça.

Fiz magistério e um curso básico teológico, ao mesmo tempo em que me envolvia com evangelização em parceria com JOCUM e Mocidade Para Cristo do Brasil – MPC.

Em 1998 fui enviada pela Igreja local para fazer o Curso de Linguística e Missiologia da missão ALEM (Associação Linguística Evangélica Missionária), e logo em seguida fiz a faculdade de Letras Português-Inglês.

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Em 2003, exatamente 10 anos após ter compreendido a Missão de Deus para o resgate de todos os povos, pisei pela primeira vez em solo africano, e passei um ano como professora voluntária do Instituto Bíblico de pastores moçambicanos na Missão Arco-Íris, fundada por Heide Baker.

No ano de 2005 me dediquei a servir na base da missão ALEM em Brasília e em 2006 segui novamente para Moçambique numa parceria entre a Igreja local e a Junta de minha denominação. Na cidade de Tete, ao norte de Moçambique, pela graça de Deus, fundei o Centro de Formação Ministerial em Moçambique – CFMM, um centro interdenominacional de formação para cristãos e líderes cristãos, ao mesmo tempo em que ajudei no trabalho de revisão da tradução da Bíblia para o Nhungwe, língua local e produção de material de discipulado bilíngue.

Em dezembro de 2007 casei-me com um nigeriano que conheci na Igreja em Moçambique, responsável pelo trabalho com os jovens lá. Nos casamos no civil em Moçambique e na Igreja aqui no Brasil.

Infelizmente, por razões de saúde (inúmeras malárias) e após sofrer violências e abusos no casamento, precisei voltar ao Brasil em dezembro de 2008 e passei por um divórcio por abandono. Com meu retorno ao Brasil, e nas condições em que voltei, me senti abandonada tanto física quanto emocionalmente pela Igreja local, o que resultou em uma crise familiar, já que meus pais precisaram me receber novamente em casa e dar conta de todas as despesas para tratamento físico e emocional. Cheguei a ouvir de meu pastor na época que a partir do momento em que eu me encontrava divorciada, não poderia estar em mais nenhum ministério na igreja local.

Pela graça de Deus, um pastor da Junta de Missões da denominação aceitou me receber em sua comunidade local, e ganhei uma bolsa de estudos para a faculdade de Bacharel em Teologia. Mesmo estando no Brasil, continuei servindo à obra missionária através de tradução de materiais e um amplo trabalho de conscientização missionária entre as Igrejas por todo o Brasil. Pude, também, realizar a tradução de um livro e servir no apoio aos ministérios da Igreja Local com aquilo que posso fazer.

Além do bacharelado, ganhei uma bolsa para o mestrado (também em Teologia) e comecei a me dedicar à licenciatura no ensino superior. Com isso eu imaginava que missões não estava mais em minha vida e que Deus tinha, de fato, desistido de mim, devido à minha condição de saúde e estado civil.

Em 2014 recebi um telefonema da Missão ALEM (em Brasília) convidando-me a vir lecionar uma disciplina no Curso de Linguística e Missiologia durante uma semana. Surpresa e feliz com o convite, pude novamente experimentar a alegria e o privilégio de servir à obra de Deus. Mesmo antes de retornar a Curitiba, recebi o convite de vir novamente em 2015 para lecionar outras disciplinas para a turma seguinte de missionários em treinamento. Com isso, em 2015 fui impactada pela graça de compreender de uma maneira toda nova o chamado para participar da Missão de Deus no resgate das etnias do mundo. Ao treinar tradutores da Bíblia e educadores interculturais, percebi a graça de Deus em me receber novamente nesta maravilhosa obra e de tocar indiretamente os povos para os quais nossos alunos estão sendo enviados.

A realidade que se abriu para mim desde 2015 foi eu ter me tornado membro da Associação Linguística Evangélica Missionária – ALEM e me mudado para a sua base em Brasília. Esta realidade não tem sido tão fácil, uma vez que a Igreja Brasileira não tem o mesmo entendimento a respeito do missionário de base como o tem sobre o missionário de campo em outra cultura.

Para muitos cristãos, ser missionário envolve somente estar em um campo transcultural. Entretanto, a missão de Deus envolve treinamento e suporte aos missionários de campo, o que demanda uma nova categoria de missionários: os missionários de base. Estes, que não são funcionários de nenhuma organização (nem da Agência missionária, nem da Igreja), não possuem salário e de igual modo aos missionários de campo dependem do sustento provindo de ofertas voluntárias do povo de Deus. Os que contribuem, são da mesma forma co-participantes dessa obra que não pertence a ninguém além do próprio Deus, uma vez que a missão é dEle.

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Entender nosso compromisso com o Reino de Deus é assumir a responsabilidade por torná-lo conhecido àqueles que se encontram longe de nós. Em meu caso particular, depois de ter experimentado viver em campo transcultural, tenho aprendido o que é servir em uma base e ter o privilégio de atuar a serviço de outros servos, no treinamento e em apoio aos que estão indo além de suas fronteiras culturais.

Desde que comecei a divulgar que estaria voltando a me envolver em tempo integral como missionária, porém em uma base e não em um campo, muitas pessoas se manifestaram com o fim de ajudar e contribuir ou de alguma forma se envolver nesse processo. Entretanto, algumas dessas pessoas nunca mais se manifestaram em ajudar, ou simplesmente pararam de entrar em contato. Entendo que inúmeras razões podem ter causado esta perda de continuidade na ajuda, porém fato é que uma agência missionária não possui fins lucrativos e subsiste de doações. Os missionários que moram na base, portanto, são responsáveis por levantar seu sustento, o que envolve taxas de moradia, água, energia, alimentação e demais coisas, como qualquer pessoa.

Devido a essa nova condição na Missão de Deus, encontro diariamente o desafio de confiar em Sua provisão completamente, uma vez que não há mais uma igreja local que tenha se comprometido inteiramente por meu sustento. Hoje sou mantida pela doação de diversas ofertas mensais provindas de amigos, conhecidos e alguns parentes que se dispuseram a isso, ao compreenderem que esta obra não é minha, mas do Senhor.

Neste ano de 2016 estamos com 11 alunos sendo treinados em linguística, educação bilíngue e tradução, e trabalho voluntariamente como assistente pedagógica no Departamento de Cursos da Missão ALEM, na criação de novos cursos para o treinamento e aperfeiçoamento de missionários.

Recentemente tive contato através da internet com o trabalho Missões em Suas Mãos, cujas palavras foram um bálsamo para meu coração. Percebi e compreendi o quanto nós, como missionários, temos sentido falta de um cuidado mais pessoal por parte do Corpo de Cristo. As necessidades financeiras são muitas, as dificuldade de saúde também, mas são raras as vezes quando temos um ombro amigo ou alguém para contar nossas dificuldades e limitações, para orar pessoalmente conosco, olhar em nossos olhos e mostrar que está ao nosso lado.

Hoje entendo que não existe chamado missionário. Todos nós, como Igreja, somos responsáveis por sermos testemunhas de quem Cristo é aos povos do mundo. Ao estender a mão, ao compartilhar quem somos e o que temos, testemunhamos da entrega de Cristo em nosso favor, de Seu amor incondicional, de Sua graça abundante. E isso fazemos uns pelos outros e aos demais até que todos O conheçam, até que todos O adorem.

Esse chamado não é privilégio de alguns, é a oportunidade que todo cristão tem de fazer parte da Missão de Deus –  e isso vale muito mais do que uma oferta financeira mensal.

E é como parte do Corpo de Cristo que agradeço o privilégio de compartilhar aos demais irmãos que a graça de Deus é suficiente para fazer de nós instrumentos do Seu amor. É por causa dEle que me levanto todas as manhãs e é por causa dEle que me dispus a continuar servindo.

Creio que Deus tem me ensinado que há tempo para todas as coisas. Agora é tempo de repensar, refletir e me preparar para os passos seguintes. Tempo de investir naqueles que estão indo, que estão começando uma nova etapa na Missão. Quando for o tempo de Deus, poderei seguir para onde Ele me enviar, e fazer o que Ele desejar que eu faça. Enquanto isso, preciso “remir” o tempo e aproveitar ao máximo cada oportunidade que se apresenta à minha frente.

Pela graça e para a glória de Cristo

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Angela Natel

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Sobre missoesemsuasmaos

Missões em suas mãos nasceu da importância de considerar a caminhada.

Alguns missionários, por vezes, tem caminhado sozinhos. Considere algumas possibilidades de atitudes que podem ser adotadas para caminhar com um missionário!

Acompanhe aqui algumas histórias missionárias e se disponha a caminhar com algum deles.

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