Ângela Natel – Uma história que Deus construiu em 19 anos…

Uma história que Deus construiu em 19 anos…
Quando a gente pensa que entende como Deus faz as coisas, aí acontece algo para provar que estamos apenas engatinhando nessa história de conhecê-lO, e até mesmo em conhecer nosso chamado. Um belo exemplo disso foi a história que descobri recentemente que Ele construiu durante 19 anos em minha vida.
Quando vim cursar o Curso de Linguística e Missiologia aqui na base da Missão ALEM em Brasília, no ano de 1998, a única certeza que eu possuía com relação ao chamado missionário que Deus tinha para mim era que um dia eu iria servir no continente africano.
Por isso, quando a professora Isabel Murphy, de Antropologia Cultural, colocou no quadro o nome de alguns povos para que escolhêssemos sobre qual iríamos fazer uma pesquisa bibliográfica para o projeto de avaliação final da disciplina, não hesitei em escolher o povo Macua, de Moçambique – a razão? somente porque era um povo do continente africano.
Eu nunca tinha ouvido falar do povo Macua antes e, até este ano de 2017, nunca tinha conhecido um macua, um nativo deste povo, pessoalmente.
Em 1998 fiz uma extensa pesquisa bibliográfica sobre a sociedade Macua, e acabei guardando comigo meu trabalho, após sua correção.
Quando, em 2002, fui morar e trabalhar em Moçambique, levei meu trabalho escrito comigo, pensando que talvez um dia me fosse útil de alguma maneira, já que estava indo para o mesmo país onde se encontra o povo Macua.
Entretanto, durante todo o primeiro ano em que morei e trabalhei em Moçambique (de dezembro de 2002 a novembro de 2003), permaneci na capital do país – Maputo – onde tive maior contato com o povo Changana.
Naquele período conheci um missionário brasileiro chamado Aguinaldo Franca, que estava indo para o norte do país, para trabalhar com os Macua. Por isso dei-lhe meu trabalho de Antropologia Cultural, pensando que talvez poderia lhe ser útil. Em troca, pedi que ele me trouxesse uma Bíblia na língua Macua. Mais tarde, em 2003, Aguinaldo Franca me presenteou com uma Bíblia em Macua, a qual eu mesma trouxe para Curitiba, no Brasil, quando retornei no final daquele ano.
Durante vários anos utilizei a Bíblia macua na Mobilização Missionária, falando às igrejas a respeito da importância e necessidade do trabalho de tradução da Bíblia.
Qual não foi a minha surpresa quando, após mudar-me para a base da Missão ALEM em Brasília, lecionando em uma aula do Curso Perspectivas em janeiro de 2017, conheci Helio Bulaimo, um Macua, de Moçambique. Lembro de ouvi-lo falar que desejava a Bíblia em sua língua, porém não a possuía.
A questão é que a Bíblia que havia ganho do missionário Aguinaldo Franca encontrava-se em Curitiba, junto a outros livros meus que ainda não tinha conseguido trazer para Brasília.
Apesar de ter viagem marcada para logo depois de janeiro, algo aconteceu e o irmão Helio Bulaimo permaneceu em Brasília.
Pela graça de Deus, pude visitar minha família em Curitiba, por ocasião da Páscoa. Ao retornar, tinha agendado de ministrar o Seminário sobre Juventudes Universitárias no Congresso Nacional e Internacional de Missões das Assembleias de Deus, onde Helio Bulaimo estaria. Assim, pude trazer a Bíblia em Macua de Curitiba para Brasília a tempo de poder entregá-la em mãos ao irmão querido, no final do Seminário, no dia 22 de abril de 2017.
O que dizer dessa história que levou 19 anos para ser tecida por Deus?
Como compreender os caminhos pelos quais o Senhor realiza Sua Missão em nós e através de nós?
A única coisa que sei, no momento, é que não há privilégio maior do que perceber essas maravilhosas histórias da Missão de Deus, mesmo quando sei que antes não fazia ideia de que elas estavam sendo construídas.
Ainda estou digerindo tudo o que aconteceu. Só sei que precisava contar essa história, tanto para agradecer aos participantes dela – mesmo que eles também não fizessem ideia do que estava acontecendo – quanto para demonstrar minha gratidão ao Senhor Jesus por conceder essa graça de poder servir ao povo macua, ainda que por caminhos estranhos ao nosso modo de fazer as coisas.
Obrigada, também, irmão Helio Bulaimo, por permanecer firme no Senhor e por se dispôr a servi-lo.
Que estejamos sempre abertos para perceber, reconhecer e testemunhar do que o Senhor Jesus continua fazendo.
Pela graça e para a glória de Cristo
Ângela Natel

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