Como poderia eu achar ser um missionário?

Texto produzido pelo aluno Máicon Dos Santos, para a aula de avaliação em Missões Transculturais no Instituto Nissi, disciplina ministrada pela missionária Ângela Natel.

“Como poderia eu achar ser um missionário,
ter chamado… escolhido, separado,
santo e ungido, capacitado
e habilitado para os povos não alcançados?

Eu? Sim! O próprio: dono da razão, o sabichão!
Convicto e iludido por criações onde Deus não era o Criador,
aberrações onde abaixo havia
minha assinatura – Máicon Santos (o autor).

Na teoria, mil ideias: palavras, palavras, palavras…
Um missionário…palavras, palavras, palavras.
Uma missão…palavras, palavras, palavras.
Eu vou….palavras, palavras, palavras!

Prática? Hum… deixa eu pensar. Ham… Deixa eu ver….

Ah, há! Já sei! Minha mala azul:
estampada, grande, de rodinhas, pesada…
Nossa! Quanto zíper! Abri… Ufa!
Como assim? Nada?
É isso aê, bonitão!
Achou que sabia de alguma coisa, né?
Procura aí, vai?! Que dó!
O missionário só tem gogó.
A teoria tá como a prática:
tudo na mesma lama:
palavras, palavras, palavras…
e mais nada!

É isso aí, Deus, vem cá!
Dá na minha cara! Quer bater?
Bate! Melhor: Esmurra!
Tá me ouvindo não, heim?
Shhhhh! 1, 2, 3… quer que eu cante
‘nina, neném’ ou ‘a Cuca vai pegar’?
Ah! Vai lavar a casa da cachorra, né?!
Tive que te tirar do conforto do seu lar,
largar pai e mãe, namorada deixar!
Juazeiro do Norte, Sertão, Ceará!
Um Instituto, um tratamento,
uma professora (platinada),
disciplina, aula… tudo prá te lembrar:
– O Brasil que você diz ser ‘Seu”,
tem um povo, tem o “índio”.
Tinha esquecido, né?
Pois… Os indígenas são meus.
Cê pensa em tudo?
Prostituição, carnaval, futebol.
Foca no pecado, diz que é “blasfêmia!”
Eu sou crente, sou um pequeno Cristo, eu sou cristão…
tenho que ir, tenho que fazer acontecer.

Pára! Deus tem me dito: Calma!
Assim como os indígenas foram arrastados
por aparentemente alguém maior do que eles,
hoje meus discípulos nem se dão ao trabalho de serem levados…
eles acompanham a massa!

Um dedo de prosa, uma mão amiga, um braço estendido.
Um corpo, uma cruz… o sacrifício!
Não foi por um, nem por alguns, foi por todos:
pelas etnias, pelas tribos, pelos povos…

Mudo a rota, direciono.
Eu sou o caminho,
sou Eu que mando:
Prá onde você vai,
se não for ou for ficar…
Pode ser Brasil, um Estado, cidade, um lugar!
Abro portas, escancaro janelas,
te dou possibilidades, te faço pensar.

Então eu oro, tento.
Me recordo… Não sei orar!

Apesar disso, digo: Tá bom, Deus, valeu aí!
Se é prá ser como o Senhor, pode me usar!
E se for índio, indígena, Guarany, Tupinambá?
Valha-me, Deus! A mão já está no arado, né?
Ajuda-me a não voltar!”

Máicon dos Santos – 26/09/2017

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