Perseverando na Esperança

O Povo Bainounck é marcado por uma história de conquistas, abnegação e dor. Os primeiros a chegarem ao sul do Senegal foram os Bainouncks.

Os mais velhos contam que eles chegavam, se instalavam, e ali começavam a plantar, a caçar e a viver com suas famílias. Quando o local já estava habitado, aos poucos, outros povos também chegavam. Os recém-chegados eram acolhidos e aceitos, mas com pouco tempo, os Bainouncks os deixavam com a terra e partiam em busca de novos horizontes. Não que, de fato, não quisessem se “misturar”, eles só queriam evitar os problemas, que naturalmente surgem com a convivência.

Atualmente, eles não são tão numerosos como antes, pois houve uma grande dispersão devido a uma maldição lançada por um rei Bainounck ao seu próprio povo. Para fugir da maldição, eles se misturaram com outros povos, mudaram seus nomes e deixaram de falar sua língua.

O islamismo prometeu anular a maldição dos que se entregassem à nova religião. Hoje, tem um pouco de Bainounck em cada lugar, mas eles já não tem a mesma força que antigamente. Até a língua está sendo ameaçada, pois devido às miscigenações, as crianças Bainouncks já não falam a língua.

Fomos enviados para trabalhar em uma aldeia Bainounck em setembro de 2009. Não conhecíamos nada sobre o povo, nem o contexto bélico que havia na região. Apesar dos perigos, nosso coração estava cheio de paz para ficar em meio à guerra.

Nosso foco era trabalhar numa escola maternal na aldeia de Bourofaye. Abraçamos esse projeto com muito amor e dedicação. Amamos profundamente as crianças que chegaram às nossas mãos. Compartilhamos com elas não só pão material, mas o Pão da Vida.

Contudo, nunca foi fácil. Muitas já foram as lágrimas que lavaram nossos rostos, muitas foram as dúvidas e os desafios que encontramos ao longo desses dez anos. Muitas vezes nos sentimos desencorajados imaginando que talvez estivéssemos perdendo tempo, semeando em corações tão duros.

Ao mesmo tempo em que tantas tempestades nos assustam, estamos agarrados Naquele que até o vento e o mar lhe obedecem. E até hoje, Ele tem nos mantido aqui. Alguns fatos tem enchido nosso coração de esperança ao longo desses anos.

No auge de uma crise, de tantas incertezas, um casal de missionários americanos que trabalham com estatísticas nos procuraram. Eles queriam saber mais sobre nosso trabalho, pois segundo suas pesquisas, o Povo Bainounck mostrava-se a etnia mais resistente ao Evangelho no Senegal e com menos presença missionária. Eles nos encorajaram a continuar e disseram que há uma igreja que ora para que essas estatísticas mudem.

Essa conversa, de fato, encheu nosso coração de ânimo e alegria com o privilégio que temos de servir ao Senhor no meio desse povo. A partir de então, o Senhor providenciou todos os meios necessários para construirmos uma escola maternal no seio da aldeia. E temos perseverado em falar do Amor do Pai nesse lugar!

Tivemos também o privilégio de conhecer o Pastor Jean Pierre Coly, um pastor Bainounck. Nossos olhos brilharam e nosso coração transbordou de esperança quando conhecemos um servo de Deus da etnia que trabalhamos. Jean conheceu Jesus em Dakar e desde então tem trabalhado para o Senhor. Ele casou com a brasileira Jaldiceia e hoje servem ao Senhor na Região de Kolda, sul do Senegal. Como suas vidas nos encorajam!

Entendemos que a realidade da aldeia limita muito as escolhas, pois as pessoas não são livres para escolher, a vida em comunidade é muito interessante, mas também muito difícil. Há pessoas que amam ao Senhor, mas não conseguem declarar sua fé. Enquanto esse dia não chega, continuamos orando e chorando pela salvação desse povo o qual o Senhor tem enchido nosso coração de amor e compaixão por suas almas.

Por Missionária Priscila Alencar

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